Jornal de Brasília: “Capital estimula quem quer seguir carreira pública”, destaca sócio do C&R Advogados
Brasília: Capital dos concursos
Sede de várias instituições públicas, cidade mantém fama
A fama de capital dos concursos é antiga, praticamente da mesma idade de Brasília, que acaba de completar 52 anos. Centro administrativo do País e sede da maior parte dos órgãos públicos, autarquias, entidades e instituições, a cidade mantém o título ao longo dos anos e tem atraído cada vez mais pessoas, em busca de um lugar ao sol no funcionalismo público.
Vicente Paulo Pereira, coordenador do Ponto dos Concursos, diz que há, pelo menos, duas razões para isso. “As pessoas respiram concursos aqui. Brasília foi criada para ser a sede administrativa do País. Com isso, ela já nasceu impregnada de servidores públicos”, diz. “Um outro fator é que não se desenvolveu aqui uma indústria tão forte como em São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, onde há muitas vagas de emprego”, explica.
Segundo o professor Wilson Granjeiro, diretor presidente do GranCursos, há cerca de 350 mil pessoas estudando para concursos atualmente, 10% em cursos preparatórios. Para ele, Brasília está reafirmando otítulo especialmente este ano. “Não digo isso pelos concursos do GDF, que estão suspensos, mas pelos federais, principalmente pelos Ministérios e outros órgãos aqui instalados”, diz. “O cenário é bom e tematraído muitos candidatos de outros estados. Cerca de 30% dos meus alunos vêm de fora só para estudar para os concursos de âmbito nacional e de seus lugares de origem”, constata.
Especialista em direito dos servidores e direito dos concursos públicos, Rudi Cassel aponta que a cidade estimula quem deseja seguir a carreira pública. “Brasília é sede de muitos órgãos públicos importantes, por isso é constante o ritmo de editais que abrem novas oportunidades. No cenário mais recente, temos o concurso do Senado”, afirma.
“Também estão em andamento os concursos para o Instituto Rio Branco (diplomata), a Polícia Federal (Agente e Papiloscopista), o Banco do Brasil (escriturário) e Caixa Econômica Federal”, lembra.
Investimento – Quem investe tempo e dinheiro nas salas de aulas de cursos preparatórios concorda com Vicente. É o caso do administrador de empresas Benedito Almeida Rocha Neto, de 25 anos. Natural do Tocantins, ele se mudou para a capital federal em janeiro, seduzido pelo sonho de ingressar no funcionalismo público. Mas o que encontrou aqui o surpreendeu. “Eu não tinha ideia de como era forte esse mundo dos concursos aqui. Sabia que aqui o número de vagas é maior e aqui estão localizados os melhores cursos e professores, mas eu nunca tinha visto nada parecido”, conta.
“As pessoas aqui são muito focadas em passar no concurso. Tem até fila para o estacionamento da biblioteca”, ressalta.
Mas também há quem discorde. Ernani Pimentel, presidente da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), diz que está havendo poucos concursos. “Tem que haver ainda mais vagas. Os políticos não estão vendo com seriedade essa questão”, defende.
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