Foto Instauração de Processo Administrativo Disciplinar não pode motivar exclusão de servidor em processo de remoção

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Servidor público federal, diplomata do Ministério das Relações exteriores – MRE, veio a juízo declarar seu direito a participação no processo de remoções do MRE, na medida que, foi impedido de participar, sob a alegação equivocada de que estava respondendo um processo administrativo disciplinar – PAD, todavia, o servidor não havia conhecimento de qualquer envolvimento em processo disciplinar.

A 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal deferiu o pedido liminar para suspender o ato que excluiu o servidor do processo de remoção do Ministério de Relações Exteriores, determinando seu prosseguimento no referido processo. O magistrado fundamentou a decisão, manifestando a flagrante ilegalidade do ato que excluiu o servidor do concurso de remoção, em razão da ofensa ao princípio da não culpabilidade. Assim, concluiu que o servidor sequer tinha conhecimento do PAD instaurado, bem como a notificação acerca do PAD somente ocorreu durante o trâmite processo de remoção, restando evidente a ilegalidade do ato.

Para o advogado da causa, Jean Paulo Ruzzarin, do escritório Cassel Ruzzarin Santos Rodrigues, “Impedir que o servidor participe do atual mecanismo de remoção, tão somente, com alegação de que está respondendo um PAD fere a legalidade dos atos da administração pública, à medida que, em primeiro lugar, o autor nunca foi citado sobre a existência de PAD, e, em segundo lugar, quando cumprido todos os requisitos legais para a participação do servidor no mecanismo de remoções, não pode a administração, com critérios inexistentes, indeferir sua inscrição.”

A decisão é passível de recurso.

Processo nº 1021239-33.2018.4.01.3400

3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal

Foto É devido auxílio-transporte em deslocamentos no serviço público com veículo próprio

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O recebimento em pecúnia converte o dever público de providenciar adequada assistência, repassando-se determinado valor para que os servidores possam se servir de outros meios de transporte para chegar a seu local de trabalho.

Os sindicatos filiados à FENAPEF ingressaram com ação coletiva cobrando auxílio transporte para os servidores que não têm como se utilizar de transporte coletivo municipal, intermunicipal ou interestadual, para chegar ao local de trabalho. As entidades também defendem o afastamento da quota-parte cobrada do servidor que recebe tal benefício.

O Superior Tribunal de Justiça já assentou o entendimento de que nos deslocamentos afetos ao serviço, mesmo com veículo próprio, é devido o pagamento de auxílio transporte ao servidor, sendo, inclusive, desnecessária a comprovação de uso de transporte coletivo, vez que não prevista esta exigência na legislação de regência.

Por outro lado, tendo em vista que o benefício possui caráter indenizatório, conforme a regulamentação da matéria, existe evidente contradição entre sua natureza e a cobrança de custeio operada pela União, no montante de 6% da remuneração básica do servidor.

Segundo o advogado Rudi Cassel (Cassel Ruzzarin Santos Rodrigues Advogados), “se o auxílio transporte é recebido por todos aqueles que ostentem a condição de servidor público e preenchem os requisitos necessários, há violação à isonomia no caso em que servidores regidos pela mesma lei recebam ou deixem de receber o referido benefício sem fundamento jurídico que justifique a disparidade”.

A ação foi distribuída à 14ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal e recebeu o número 1011075-72.2019.4.01.3400.​

Foto É devida a revisão geral anual mínima de 1%

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A Constituição da República assegura a revisão geral anual da remuneração dos servidores sempre na mesma data e sem distinção de índices

O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal no Estado do Espírito Santo – SINPOJUFES ajuizou ação coletiva em favor da categoria para que os servidores obtenham a revisão geral anual mínima de 1% a partir da edição da Lei 10.697/2003, incidente no mês de janeiro de cada ano sobre todos os componentes remuneratórios.

A demanda é necessária porque a Lei 10.697/2003 não impôs limitação temporal à aplicação do índice de 1%, razão pela qual deveria beneficiar os servidores públicos federais anualmente a partir de janeiro de 2003, sem que se esgotasse nesse ano.

A obtenção do ínfimo índice de 1% passa ao largo das perdas inflacionárias sofridas pelos servidores públicos federais ao longo dos anos, e não deve prejudicar as batalhas da categoria por uma posterior e necessária complementação que atenda à totalidade da corrosão inflacionária acumulada no período.

Segundo o advogado Rudi Cassel (Cassel Ruzzarin Santos Rodrigues Advogados), “é evidente que, para a aplicação do percentual de 1% em janeiro de 2004 e nos anos seguintes, é desnecessária a edição de outra norma, pois a Lei 10.697 atende a todos os requisitos para a contínua revisão geral anual, vez que observou a iniciativa legislativa privativa, destina-se a todos os servidores públicos federais em mesmo período, tem índice linear de 1% e é a lei específica a que se referem o inciso X do artigo 37 da Constituição e a Lei 10.331, de 2001”.

O processo tramita na 9ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal sob o nº 1011545-06.2019.4.01.3400.​

Foto É ilegal a utilização de meios alternativos de cobrança dos honorários sucumbenciais

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A Resolução nº 2788, de 2010, da Procuradoria-Geral do Rio de Janeiro, substituída pela Res. nº 4180/2018, instituiu a cobrança administrativa de honorários advocatícios, atribuindo ao Procurador do feito tal cobrança, sendo a verba dividida entre a Fazenda Pública e os Procuradores do Estado.

O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro – SINDJUSTIÇA/RJ ajuizou Ação Civil Pública objetivando a anulação de Resolução que permite a utilização de procedimento de cobrança administrativa de honorários de sucumbência, bem como o reconhecimento da ilegalidade do recebimento dos honorários pelos Procuradores do Estado.

Isso porque a Resolução PGE nº 4180/2018 autoriza a utilização de meios alternativos de cobrança dos honorários sucumbenciais, criando regras específicas, dissociadas da ação judicial em curso, para a cobrança de valores que são devidos em razão do resultado no processo judicial. Na ação, o Sindicato demonstra a violação aos princípios de razoabilidade e moralidade, especialmente por coagir a parte sucumbente ao pagamento de verba honorária sem o auxílio do advogado que trabalhou no processo judicial, ainda, demonstrou os prejuízos sofridos pela categoria, decorrentes dessas ilegalidades.

Além disso, também demonstra a irregularidade em razão de parte dos valores ser destinada aos Procuradores do Estado, pois, além de existir incompatibilidade do pagamento de honorários em razão do regime de subsídio, abre-se espaço para o conflito de interesses entre o público e o privado. Esse conflito pode ser verificado quando se possibilita aos advogados públicos a obtenção de vantagem financeira particular do exercício da função.

Segundo a advogada Aracéli Rodrigues (Cassel Ruzzarin Santos Rodrigues Advogados), “a execução dos honorários de sucumbência integra os atos processuais, assim, faz parte do trabalho do advogado da causa que é contratado pela parte para o auxílio nos autos do processo judicial. Na cobrança extrajudicial, além de faltar o conhecimento técnico do advogado que postulava em nome da parte sucumbente, não há a figura do magistrado, o qual verifica a regularidade no valor cobrado.

A Ação Civil Pública foi distribuída à 5ª Vara da Fazenda Pública do Rio de Janeiro e recebeu o número 0099809-91.2019.8.19.0001.​

Foto O entendimento dos tribunais superiores sobre a acumulação de cargos públicos

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Primeiramente, deixemos claro, a acumulação remunerada de cargos públicos é constitucionalmente proibida. Por isso mesmo, o inciso XVI do artigo 37 da Constituição Federal traz essa regra, estendendo-a, sobretudo, a empregos e funções, abrangendo autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público.

Ocorre, no entanto, que a própria Constituição prevê três exceções à regra, quais sejam: s acumulação de dois cargos de professor; a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; e a de dois cargos ou empregos privativos da área de saúde, com profissões regulamentadas.

Observe-se, que, para além das exceções, o texto constitucional não estatuiu outras regulamentações. Deixou, portanto, ao alvedrio das próprias esferas de poder e órgãos os contornos e regras para que os servidores pudessem acumular, remunerada e licitamente, os cargos públicos descritos nas alíneas do inciso XV do artigo 37 da Constituição.

Por isso mesmo, em dados casos, regras não previstas no texto constitucional costumavam surgir como exigência para que os órgãos públicos aceitassem a acumulação de cargos por parte de seus servidores. Vamos tratar de duas delas, quais sejam: a exigência de jornada máxima e a natureza técnico científica de um dos cargos.

Naquilo que toca a exigência de uma jornada máxima, temos que o Superior Tribunal de Justiça entendia que, mesmo não havendo previsão legal de um somatório máximo de jornadas combinadas entre os cargos acumulados, o servidor público que viesse a figurar em mais de um cargo público não poderia ultrapassar o máximo de 60 horas semanais de trabalho.

Cabe salientar que, até meados do ano de 2014, o STJ mantinha posicionamento no sentido de que apenas se deveria aferir a compatibilidade de horários entre ambos os cargos, na forma que já preceituado pelo Supremo Tribunal Federal, em situações anteriores.

Ocorre, no entanto, que a partir do julgamento do Mandado de Segurança 19.300/DF, em 18 de dezembro de 2014, a primeira turma daquele tribunal firmou o entendimento de que a jornada laboral para os ocupantes de cargos acumuláveis não pode ultrapassar o limite de 60 horas semanais, prestigiando-se o Acórdão TCU 2.133/2005 e o Parecer GQ 145/98 da AGU. Tal posicionamento, como já se disse acima, não é corroborado pelo STF e representa inovação ao texto constitucional.

Tal posicionamento, no entanto, e no que toca a cargos privativos de profissionais de saúde, passou a ser revisto pelo próprio STJ, a partir de fevereiro deste ano, com base no mesmo e antigo posicionamento da corte suprema, no sentido de que a Constituição Federal determinou que fosse observada tão somente a compatibilidade de horários, vide Airesp 1.773.411, da 2ª Turma do citado tribunal.

Importante notar que a 1ª Turma da mesma corte, dias antes, julgou o EDMS 21.427, em que reafirmou a necessidade de limitação do somatório das jornadas, ante a prevalência de princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Temos, portanto, um STJ dividido sobre essa questão. O STF, por sua vez, reconhece a necessidade apenas da compatibilidade de horários desde o ano de 2011 (RE-AGR 633.298).

Naquilo que diz respeito à questão do cargo técnico, temos a confusão entre a nomenclatura do cargo e sua real natureza. Isso porque, na própria administração pública, há cargos que possuem o nome “técnico”, mas com atribuições mais genéricas, e não especializadas, como supõe a própria etimologia da palavra (técnico pressupõe se tratar de especialista ou perito em algum assunto).

Nesse sentido, o STF, ao menos desde 2003 (RE-AgR 246.859) já preceitua a necessidade de se aferir a natureza técnica do cargo a ser acumulado com o de professor, mesmo indicando, naquele caso, não poder fazer o reexame de fatos e provas da causa. Por outro lado, o STJ, ao menos desde o ano 2000, no julgamento do Roms 7.216, já indica que o cargo a ser acumulado deve exigir discernimentos técnicos, científicos ou artísticos, e não somente ser tomado por conhecimentos burocráticos, regulamentados pela própria administração, sem qualquer outro tipo de complexidade.

Veja-se, por fim, que, segundo o STJ (Roms 12.352), é indiferente o nível do cargo, se superior ou médio, desde que comprovadas as atribuições de natureza específica, e não meramente burocráticas. Temos que, neste caso, os entendimentos se mantêm uniformizados desde então.

*Apêndice: coisas que você, servidor público, deve saber:

  • caso acumulados os cargos, o teto constitucional deve ser aplicado, individualmente, em cada remuneração, em vez do somatório dos valores recebidos. Esse é a tese de repercussão geral definida pelo STF no julgamento do RE 612.975/MT (Tema 377);
  • apesar de citado no corpo do texto, o parecer da AGU, que limitava o acúmulo de cargos públicos à jornada de 60 horas semanais, foi revogado recentemente. Trata-se do Parecer AM-04.

Por Daniel Hilário é advogado do Cassel Ruzzarin Santos Rodrigues Advogados, especialista em Direito do Servidor.

Fonte

Foto Servidores têm direito à progressão funcional assim que preenchidos os requisitos legais

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Mora administrativa quanto à concessão das progressões funcionais causou prejuízo financeiro aos servidores, visto que não receberam os valores devidos dentro do prazo previsto na lei

Recente sentença da 8ª Vara da Fazenda Pública de Fortaleza julgou procedente a ação ajuizada pelo SINDJUSTIÇA/CE para declarar o direito dos servidores do Judiciário Estadual às diferenças remuneratórias decorrentes das progressões funcionais desde 21 de novembro de 2006 até a data da publicação das portarias que efetivamente concederam as referidas movimentações.

A ação foi ajuizada em 2011 em face do Estado do Ceará, tendo em vista o descumprimento da Lei 13.551 de 2004, que instituiu o Sistema de promoção e progressão funcional dos servidores. Isso porque as portarias que concederam a movimentação funcional aos servidores foram publicadas apenas em 2007 e 2008, limitando os efeitos financeiros às datas de suas respectivas publicações.

A sentença que julgou procedente a demanda destacou que as portarias não podem ser contrárias aos termos da Lei n° 13.551/2004, razão pela qual não devem prevalecer sobre o diploma legal, sob pena de afronta ao princípio da legalidade, que norteia a Administração Pública.

Além disso, a decisão concluiu que restou caracterizada a omissão do Estado na implementação dos benefícios concedidos pela legislação estadual, bem como o prejuízo patrimonial aos servidores, daí decorrendo o dever de indenizá-los.

Segundo o advogado Rudi Cassel (Cassel Ruzzarin Santos Rodrigues Advogados), “ao estabelecer que os atos concessivos da movimentação funcional somente produzirão efeitos financeiros a partir da data de suas publicações, a Administração restringe o direito dos servidores à movimentação funcional, ignorando que a previsão legal não admite a instituição de requisito temporal diverso daquele por ela fixado ”.

O Estado do Ceará ainda pode recorrer.

Processo n° 0180780-07.2011.8.06.0001

8ª Vara da Fazenda Pública de Fortaleza

Foto Administração deve garantir contraprestação adequada pelo serviço extraordinário

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São necessárias adequações nas regras que regulamentam a contraprestação do serviço extraordinário prestado pelos servidores no âmbito do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região.

O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul – SINDJUFE/MS apresentou Procedimento de Controle Administrativo ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho objetivando que os servidores vinculados ao Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região tenham a contraprestação adequada pelos serviços extraordinários prestados.

Isso porque a norma que regulamenta o banco de horas no âmbito do TRT-24 promove limitação no cômputo de horas extraordinárias, em descumprimento à regra constitucional, em que uma hora extraordinária trabalhada deve ser acrescida em, pelo menos, 50% de uma hora normal. Além disso, na norma do Tribunal há previsão que impõe a compensação das horas e veda a conversão em pecúnia do saldo não compensado.

Ocorre que, pela melhor leitura das regras constitucionais, os servidores deveriam, no mínimo, ter a possibilidade de optar pela compensação ou pela conversão em pecúnia. Outro ponto em que se solicitou adequação é na prescrição dos créditos de horas, a fim de que seja regida pelo Decreto nº 20.910/1932, portanto, quinquenal.

Segundo o advogado Rudi Cassel (Cassel Ruzzarin Santos Rodrigues Advogados), “uma vez ultrapassada a jornada de trabalho regular, surge o direito dos substituídos à contraprestação adequada (seja em compensação ou em pecúnia), sob pena de infringência à proibição da prestação de trabalhos gratuitos e do enriquecimento ilícito da Administração”.

O Procedimento de Controle Administrativo recebeu o número 0003401-21.2019.5.90.0000 e foi distribuído à relatoria do Conselheiro Fernando da Silva Borges.

Foto Sindicato deve participar dos debates sobre mudanças na carreira dos servidores

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​Para tanto, a Constituição da República e a legislação infraconstitucional possuem regras que asseguram a participação da entidade sindical e a obtenção de informações referentes ao interesse da categoria.

O Sindicato dos Servidores da Justiça de 2ª Instância do Estado de Minas Gerais – SINJUS/MG apresentou Procedimento de Controle Administrativo ao Conselho Nacional de Justiça objetivando a sua participação nas discussões referentes às alterações legislativas concernentes à unificação das carreiras de primeiro e segundo graus do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG).

Isso porque existe procedimento interno no TJMG no qual há debates para a confecção de projetos de lei que tratam de modificações na organização e divisão judiciária do Estado de Minas Gerais e no Quadro de Pessoal da Justiça Comum do Estado. PPPPortanto, são informações que versam sobre o plano de carreira dos servidores e, com isso, podem modificar suas condições de trabalho, afetando diretamente toda a categoria.

Embora a matéria seja do interesse coletivo da categoria, não foi concedida a íntegra dos documentos à entidade. Diante disso, o Sindicato requereu ao Conselho o acesso a todas as informações e documentos, bem como a possibilidade de envio de sugestões por parte da entidade e de participação durante a tramitação das minutas dos projetos. No Procedimento, o Sinjus/MG demonstrou que, no plano constitucional e infraconstitucional, está garantida a efetiva participação dos servidores e de seus representantes nas ações institucionais relacionadas à gestão de pessoas, bem como o direito de as entidades defensoras dos interesses coletivos obterem dos órgãos públicos os documentos e informações relativas à categoria.

Segundo o advogado Rudi Cassel (Cassel Ruzzarin Santos Rodrigues Advogados), “a atitude da Administração, ao impedir esse acesso, viola o direito fundamental às informações referentes ao interesse particular e público que envolve a matéria, vez que impossibilita os servidores do conhecimento prévio e efetiva participação das mudanças”.

O Procedimento de Controle Administrativo recebeu o número 0002674-14.2019.2.00.0000 e foi distribuído à relatoria da Conselheira Maria Cristiana Ziouva, que determinou a intimação do TJMG para prestar informações antes de analisar o pedido de liminar formulado pelo Sindicato.

Foto Limite para pagamento das obrigações por meio de RPVs é objeto de discussão no TJRJ

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Sindicato busca a manutenção do limite de 40 salários-mínimos para as obrigações de caráter alimentar

O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro – SINDJUSTIÇA-RJ formulou pedido de ingresso como amicus curiae na Representação por Inconstitucionalidade nº 0050617-32.2018.8.19.0000 ajuizada pelo Procurador-Geral do Estado do Rio de Janeiro, perante o Tribunal de Justiça do mesmo Estado, em face do artigo 4º da Lei Estadual nº 7.781, de 2017, o qual alterou de 20 (vinte) para 40 (quarenta) salários-mínimos o limite de valor para pagamento por meio das Requisições de Pequeno Valor (RPVs) das obrigações de caráter alimentar.

A despeito de o Procurador-Geral sustentar suposta inconstitucionalidade formal do referido artigo, o Sindicato manifestou-se no sentido de que o processo de criação da norma obedeceu ao trâmite determinado constitucionalmente, não havendo extrapolação da competência legislativa, quanto ao seu poder de emenda a projetos de lei de iniciativa reservada ao Poder Executivo.

Dessa forma, a intervenção se faz necessária para corroborar a discussão quanto aos prejuízos específicos de diversos servidores que possuem verbas de caráter alimentar a receber – pensões, proventos, vencimentos, benefícios previdenciários, dentre outros -, pelas quais a norma impugnada vinha resguardando o recebimento de forma mais célere por meio das RPVs.

Segundo o advogado Rudi Cassel (Cassel Ruzzarin Santos Rodrigues Advogados) “resta desprovida de razoabilidade qualquer alegação sobre ‘imenso prejuízo à organização financeira do Estado’, no intuito de buscar a suspensão dos efeitos do referido artigo, depois de transcorrido considerável lapso temporal de sua vigência, e, principalmente, por ser argumentação genérica pela qual não se demonstraram efetivos prejuízos orçamentários decorrentes do dispositivo que justificassem a inviabilidade de manutenção de sua vigência”.

A relatora do processo, Desembargadora Teresa de Andrade Castro Neves, ainda não apreciou o pedido de ingresso formulado pelo Sindicato.​

Foto Auxílio educação deve ser garantido aos servidores que possuem guarda legal de menor

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Administração vem negando pedidos do benefício, violando o princípio da igualdade jurídica entre os filhos

O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro – SINDJUSTIÇA-RJ propôs ação civil pública, com pedido de tutela provisória, em face do Estado do Rio de Janeiro, para, liminarmente, que o Estado se abstenha de negar o direito ao auxílio educação nos pedidos administrativos dos servidores que comprovarem possuir a guarda de menor, e, no mérito, garantir o direito do auxílio educação aos servidores públicos que possuem a guarda legal de menor, tendo em vista a falta de previsão expressa na Lei Estadual nº 7.014, de 2015, que vem dando ensejo à interpretação restritiva por parte da Administração Pública e causando prejuízos aos servidores.

A demanda se justifica devido à omissão da Lei estadual nº 7.014/2015, bem como do Ato Normativo nº 11, de 2017, do TJRJ, que não dispõem sobre a extensão do auxílio educação a quem possua guarda legal de menor, pelo que os servidores não vêm logrando êxito em pedidos administrativos de concessão do benefício nessas circunstâncias.

Ocorre que tal situação fere o direito à educação, preceito fundamental da Constituição da República, bem como o princípio constitucional de igualdade jurídica entre os filhos, independentemente da origem de sua filiação. Por conseguinte, tal igualdade abarca também o menor que está sob a guarda do servidor ou magistrado, o qual, por sua vez, tem a obrigação legal de prestação de assistência educacional.

Segundo o advogado Rudi Cassel (Cassel Ruzzarin Santos Rodrigues Advogados), “faz-se necessária uma interpretação da Lei Estadual nº 7.014/2015 conforme a Constituição da República, com a devida extensão do auxílio educação nela previsto aos servidores públicos que possuem a guarda legal de menor, em virtude da garantia constitucional de idêntico tratamento e direitos iguais a todos os filhos”.

O processo recebeu o número 0081125-21.2019.8.19.0001 e foi distribuído à 5ª Vara da Fazenda Pública da Comarca do Rio de Janeiro.​